Montadoras negociam IPI menor até junho
12/03/2009 - 15:33

Os fabricantes de veículos vão começar a se reunir com o governo para pedir a prorrogação do IPI reduzido por três meses além da data fixada para o fim do benefício - 31 de março. E vão pedir ainda que durante esse período de extensão do imposto reduzido sejam discutidas futuras medidas para manter as vendas de veículos aquecidas no restante do ano.

Thomas Schmall, presidente da Volkswagen do Brasil: "Prorrogar o benefício do IPI é mandatório nesse momento"

Como sabe que não vai poder se beneficiar de um imposto menor por um período muito longo, a indústria automobilística já pensou em propor alguma medida que traga de volta o crédito fácil, motivo que sustentou a maior parte do crescimento do setor em 2008. A ideia é buscar algum tipo de financiamento, segundo o presidente da Volkswagen do Brasil, Thomas Schmall.

"É absolutamente mandatório manter o IPI reduzido por mais três meses", disse ontem o executivo durante a apresentação dos produtos Volkswagen em uma feira de tecnologia em São Paulo. Para o executivo, a maior parte do fôlego que o IPI menor proporcionou ao mercado já passou. "O impacto a partir de agora será menor", destacou. Schmall não forneceu as datas das reuniões com o governo.

Para ele, a situação vai ficar muito pior se o benefício não for prorrogado. "Vamos voltar aos níveis de outubro e novembro", disse. O impacto da escassez de crédito fez as vendas de veículos mensais saírem de médias em torno de 250 mil a 270 mil para 177 mil em novembro. Depois que o governo reduziu a alíquota do IPI, zerando o tributo no caso dos carros populares, as vendas subiram para níveis próximos das 200 mil unidades.

Do lado dos trabalhadores, centrais sindicais já ensaiam sugerir ao governo a proposta de vincular a prorrogação do benefício à manutenção do emprego na indústria automobilística. "Podemos negociar tudo, mas quem vai definir, no final das contas, será o mercado", disse Schmall.

Até agora a Volkswagen não renovou o contrato de 150 empregados temporários na fábrica de Taubaté (SP). Trata-se de uma quantidade pequena, levando em conta que a empresa tem quatro fábricas e 22 mil funcionários no país. Total de 1,6 mil temporários ainda estão na companhia.

"Nós conseguimos segurar os empregos", destacou o presidente da Volks. "É preciso lembrar que todas as empresas desse setor se prepararam para um mercado que cresceria 15% este ano", completou o executivo.

Com as atuais condições de ajuda do governo mantidas, Schmall prevê que ainda assim o mercado brasileiro de automóveis e comerciais leves vai cair 5% em relação ao ano passado. Ele não faz previsões para o caso de perder os incentivos. " O importante é reagir antes", disse Schmall.

O mercado doméstico é a esperança de o setor manter o ritmo da atividade, já que as exportações estão caindo, principalmente em consequência da queda dos mercados vizinhos.

A Volkswagen, que é a maior montadora do país e também a maior exportadora do setor, vai reduzir as vendas externas este ano. Schmall prevê que o volume total cairá de 180 mil veículos em 2008 para algo em torno de 160 mil. "Exportar vai ser muito complicado; por isso, temos de cuidar do mercado brasileiro, que ainda tem muito potencial para crescer", disse o executivo.

Os níveis dos estoques dos carros da Volks estão normais em alguns modelos, mas ainda altos em outros, segundo o presidente da companhia. Apesar disso, a Volkswagen vem sofrendo menos com a crise do que alguns concorrentes. Com a linha de produtos sendo renovada, a empresa conseguiu passar à frente da Fiat e assumir a liderança do mercado brasileiro em fevereiro.

Thomas Schmall, presidente da Volkswagen do Brasil: "Prorrogar o benefício do IPI é mandatório nesse momento"

Como sabe que não vai poder se beneficiar de um imposto menor por um período muito longo, a indústria automobilística já pensou em propor alguma medida que traga de volta o crédito fácil, motivo que sustentou a maior parte do crescimento do setor em 2008. A ideia é buscar algum tipo de financiamento, segundo o presidente da Volkswagen do Brasil, Thomas Schmall.

"É absolutamente mandatório manter o IPI reduzido por mais três meses", disse ontem o executivo durante a apresentação dos produtos Volkswagen em uma feira de tecnologia em São Paulo. Para o executivo, a maior parte do fôlego que o IPI menor proporcionou ao mercado já passou. "O impacto a partir de agora será menor", destacou. Schmall não forneceu as datas das reuniões com o governo.

Para ele, a situação vai ficar muito pior se o benefício não for prorrogado. "Vamos voltar aos níveis de outubro e novembro", disse. O impacto da escassez de crédito fez as vendas de veículos mensais saírem de médias em torno de 250 mil a 270 mil para 177 mil em novembro. Depois que o governo reduziu a alíquota do IPI, zerando o tributo no caso dos carros populares, as vendas subiram para níveis próximos das 200 mil unidades.

Do lado dos trabalhadores, centrais sindicais já ensaiam sugerir ao governo a proposta de vincular a prorrogação do benefício à manutenção do emprego na indústria automobilística. "Podemos negociar tudo, mas quem vai definir, no final das contas, será o mercado", disse Schmall.

Até agora a Volkswagen não renovou o contrato de 150 empregados temporários na fábrica de Taubaté (SP). Trata-se de uma quantidade pequena, levando em conta que a empresa tem quatro fábricas e 22 mil funcionários no país. Total de 1,6 mil temporários ainda estão na companhia.

"Nós conseguimos segurar os empregos", destacou o presidente da Volks. "É preciso lembrar que todas as empresas desse setor se prepararam para um mercado que cresceria 15% este ano", completou o executivo.

Com as atuais condições de ajuda do governo mantidas, Schmall prevê que ainda assim o mercado brasileiro de automóveis e comerciais leves vai cair 5% em relação ao ano passado. Ele não faz previsões para o caso de perder os incentivos. " O importante é reagir antes", disse Schmall.

O mercado doméstico é a esperança de o setor manter o ritmo da atividade, já que as exportações estão caindo, principalmente em consequência da queda dos mercados vizinhos.

A Volkswagen, que é a maior montadora do país e também a maior exportadora do setor, vai reduzir as vendas externas este ano. Schmall prevê que o volume total cairá de 180 mil veículos em 2008 para algo em torno de 160 mil. "Exportar vai ser muito complicado; por isso, temos de cuidar do mercado brasileiro, que ainda tem muito potencial para crescer", disse o executivo.

Os níveis dos estoques dos carros da Volks estão normais em alguns modelos, mas ainda altos em outros, segundo o presidente da companhia. Apesar disso, a Volkswagen vem sofrendo menos com a crise do que alguns concorrentes. Com a linha de produtos sendo renovada, a empresa conseguiu passar à frente da Fiat e assumir a liderança do mercado brasileiro em fevereiro.

Fonte: google.com.br



Liris Célia Brunhara - (suporte@vcarros.com.br)
Belo Horizonte - MG


Google
 
Web vcarros.com.br